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SECRETÁRIO DE ESTADO DO NIASSA GARANTE APOIO À UNIROVUMA

SECRETÁRIO DE ESTADO DO NIASSA GARANTE APOIO À UNIROVUMAO Secretário de Estado na província do Niassa, Dinis Chambiuane Vilanculos, garantiu apoiar à Universidade Rovuma nos seus esforços para se consolidar e robustecer, com vista a desenvolver a região, tanto em termos socioeconómicos, quanto na formação do capital humano.
 
Esta manifestação foi expressa numa audiência que o representante do Estado em Niassa concedeu, no final da manhã de Terça-feira, ao Reitor da UniRovuma, Prof. Doutor Mário Jorge Brito dos Santos, de visita à província.
 
Durante parte dos 45 minutos que durou o encontro, o Prof. Dos Santos explicou ao Secretário de Estado os constrangimentos funcionais, desde as medidas implementadas para a retoma das aulas por conta da pandemia de Covid-19 até as questões orçamentais e materiais para a consolidação e pleno funcionamento da Universidade.
 
Depois de auscultar a narração do Reitor da UniRovuma, o SdE disse que as acções e propostas desta instituição superior de ensino são bem vindas, pois elas fazem parte do conjunto de todas visando o desenvolvimento da província do Niassa.
 
Na sua visita à Niassa, a qual termina na próxima Sexta-feira, Dos Santos faz-se acompanhar pelos directores Académico, Adelino Inácio Assane, de Finanças, Juma Muteliha, do Património, Arlindo Nkadibuala, e das Tecnologias de Comunicação e Informação, Bruno Gamito.
 
...E O REITOR PEDE UNIÃO E MAIS EMPENHO DOS FUNCIONÁRIOS
Já no encontro da direcção da Extensão do Niassa, alargado a outros quadros desta unidade orgânica, Brito dos Santos pediu, de forma reiterada, a união dos funcionários em torno dos novos e jovens quadros da instituição, e a empenharem-se mais com vista a levar a instituição a alcançar o que sempre almejou desde a sua criação há cerca de dois anos.
 
"Sejam conselheiros destes jovens directores, ajudando-os na procura de soluções para os problemas que nos afligem para melhor avançarmos e alcançarmos aquilo que estamos a perseguir desde o princípio", disse Dos Santos.
 
Para o Reitor, neste contexto em que a Universidade está, em particular, e o País, em geral, é preciso que todos os funcionários tenham a mesma linguagem e se entreguem na procura de soluções para superar alguns constrangimentos, principalmente os de ordem financeira e material.

Universidades Rovuma e Federal do Rio Grande do Sul depositam patente

PARA TRATAMENTO SOLAR DE ÁGUA

Universidades Rovuma e Federal do Rio Grande do Sul depositam patente

As Universidades Rovuma (UniRovuma) e Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) depositaram, recentemente, no Brasil, a patente para o tratamento solar de água, por meio de desinfecção solar de fluído em fluxo contínuo.

A patente para protecção da propriedade intelectual da invenção foi depositada na Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico (SEDETEC), ostentando o número BR102020 0016830.

Com o título Sistema e processo de desinfecção solar de fluido em fluxo contínuo, ele foi idealizado, construído e testado por Beni Jequicene Mussengue Chaúque, pela parte da UniRovuma - Extensão do Niassa, e Marilise Brittes Rott e Antônio Domingues Benetti, pela UFRGS.

O sistema compreende um conjunto de aquecedor e irradiador solar, em que, por meio de colectores e concentradores solares, altas doses de calor e radiação UV-A e UV-B são feitas incidir no fluido em fluxo através de absorvedores e reactores, de tal forma que os microorganismos presentes no fluido são inactivados e um grande volume de fluido por unidade de tempo pode ser tratado.

O primeiro relato cientifico da eficácia da desinfecção solar (SODIS) de líquidos contaminados foi apresentado por Acra e seus colegas em 1980. Estes cientistas notaram que quando o soro fisiológico de hidratação oral contaminado por bactérias era exposto à radiação solar, a desinfecção era conseguida após um tempo considerável.

Nos anos seguintes, principalmente nas

 últimas três décadas, várias equipes de cientistas demonstraram que a inactivação de bactérias é conseguida quando a água contida numa garrafa de polietileno tereftalato (PET), de até 1,5 litros, é exposta ao sol por 6-8 horas consecutivas em dias ensolarados, ou por 12 horas em dias com nebulosidade de até 50%.

Apesar da SODIS ser uma técnica acessível e barata de tratamento de água, ela não poderia ser aplicada como uma alternativa de tratamento e distribuição deste precioso líquido em larga escala, pois um tempo consideravelmente longo é necessário para tratar um volume limitado.

Além disso, a SODIS é limitada pela disponibilidade de garrafas PET, que são relativamente menos abundantes nas áreas rurais, onde, provavelmente, a aplicação dessa técnica seria mais necessária.

Foi para buscar uma solução para esta limitação, e para permitir que a SODIS seja aplicável em larga escala, que Beni Chaúque começou, há cinco anos, a trabalhar na ideia de projectar um sistema de desinfecção solar de água em fluxo contínuo.

Alguns protótipos foram projectados, construídos e testados em Lichinga, entretanto, a configuração que apresentou melhores resultados foi, posteriormente, aprimorada no Brasil, na altura em que o docente da UniRovuma se encontrava a estudar para o seu mestrado.

Beni Chaúque explicou que o sistema foi testado, a título experimental, para tratar água contaminada por altas doses de cistos de Acanthamoeba castellanii (microorganismos muito resistentes, incluindo o cloro) e quatro espécies de bactérias (Escherichia coli, Salmonella Typhimurium, Enterococcus faecalis e Pseudomonas aeruginosa).

O sistema eliminou 100% durante todo o período de testes no campo, tratando 1 litro de água a cada 90 segundos. Os testes foram realizados no Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) e no Instituto de Ciências Básicas de Saúde (ICBS), no Brasil.

O mesmo foi desenvolvido pensando-se na realidade de Moçambique, onde as taxas de cobertura de água potável continuam desafiadoras, principalmente em áreas peri-urbanas e rurais, que são as que concentram a maior percentagem da população moçambicana.

Este sistema mostrou-se eficaz e com um potencial para ser aplicado como alternativa para o aprovisionamento de água potável em larga escala a baixo custo, em todas regiões de Moçambique, incluindo assentamentos de baixa renda, pois o mesmo utiliza apenas o sol para “transformar” a água imprópria (dos lagos, rios, lagoas, poços, etc) em água potável.

Ele dispensa a utilização de electricidade e de desinfectantes químicos, que são uns dos principais insumos que fazem com que o tratamento convencional de água seja oneroso.

O manuseamento do sistema não carece de profundas habilidades técnicas, o operador apenas precisa ajustar o foco e fazer passar a água contaminada pelo aparato de tubulações e, a saída, a água está pronta para ser consumida ou distribuída, precisando apenas ser mantida em repouso por tempo suficiente para que arrefeça.

Actualmente, mais estudos estão sendo realizados para aprimorar a configuração dos colectores e concentradores solares com o objectivo de aumentar o desempenho do sistema e o volume de água processada por unidade de tempo. As pesquisas visam, também, identificar materiais mais baratos mantendo o alto rendimento e vida útil do sistema.

De acordo com a fonte, neste momento está a decorrer a divulgação da invenção e a procura de financiamento e parcerias para se construir as primeiras unidades, com tamanho optimizado para aplicação em situação real de tratamento e abastecimento de água.

 

UniRovuma e IIAM assinam Memorando de Entendimento

A Universidade Rovuma (UniRovuma) e o Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) assinaram, um Memorando de Entendimento através do qual as duas instituições vão estabelecer parcerias em investigação e formação de quadros que respondam ao Plano Estratégico do governo na área da segurança alimentar.
 
O memorando foi assinado na tarde de hoje, no Campus Universitário de Napipine, pelo Prof. Doutor Pompilo Armando Vintuar, diretor da Faculdade de Ciências Alimentares e Agrárias (FCAA) da UniRovuma, e pelo doutor António Chamuene, delegado regional do IIAM – Centro Zonal Nordeste.
 
As duas instituições vão centrar a sua cooperação em áreas como investigação científica, inovação e divulgação de resultados, a transferência de tecnologias e de conhecimentos, a extensão universitária, a melhoria dos processos de ensino e desenvolvimento de recursos humanos.
 
Os dois responsáveis manifestaram a sua satisfação pela concretização formal da parceria iniciada e que a mesma dure por mais tempo, pois o objetivo último é contribuir na formação de recursos humanos com habilidades e competências comprovadas e na garantia da segurança alimentar na região, em particular, e no País, em geral.

UniRovuma vai monitorar a implementação de medidas de prevenção

A Universidade Rovuma vai monitorar, de forma constante, as medidas de prevenção do contágio do coronavírus, introduzidas e observadas no quadro do reinício das aulas presenciais a decorrer desde 31 de Agosto em todas as unidades orgânicas da instituição.

A garantia foi dada pelo Prof. Doutor Adelino Inácio Assane, diretor Académico da UniRovuma, falando à Comunicação Social, no Campus Universitário de Napipine, na cidade de Nampula.

Segundo Adelino Assane, a monitoria, provavelmente diária, visa detectar eventuais erros que possam decorrer nesta primeira fase da retomada das aulas, para corrigi-los na fase posterior que começa em Outubro próximo.

Contudo, a fonte disse que nos primeiros dois dias do reinício da actividade lectiva não se tinham constatado quaisquer anomalias. Embora não tenhamos detectado qualquer anomalia na observância dessas medidas, vamos controlar a situação de forma permanente, assegurou Adelino Assane.

Ele manifestou-se satisfeito com os dois dias das aulas, afirmando que mais de metade dos estudantes abrangidos por esta fase, os do quarto e quinto anos, compareceram as aulas em todas unidades orgânicas, nomeadamente, as Extensões de Cabo Delgado e Niassa e o Instituto Superior de Transportes, Turismo e Comunicações, em Nacala – Porto.

Estão envolvidos nesta fase mais de 3.700 estudantes das unidades orgânicas supramencionadas, entre os dos cursos laborais e pós-laborais.

Antes do reinício das aulas, os docentes e estudantes foram submetidos a uma formação de como observarem o protocolo sanitário, trabalho que coube a equipas médicas da Direção Provincial da Saúde.

Aliás, o Prof. Adelino Inácio explicou que a UniRovuma está a coordenar com as autoridades sanitárias para reportar-lhes eventuais casos de infecção que forem detectados na instituição, onde, igualmente, foi aberto uma sala de isolamento, principalmente no Campus de Napipine.

Uma ronda que efectuamos na manhã de Terça-feira notamos que os estudantes estão a observar as medidas de prevenção, embora nalguns casos houvessem discentes que tentaram conversar num conjunto de cinco deles ou mais.

Unidades orgânicas sem problemas relevantes

Nas unidades orgânicas da UniRovuma, concretamente nas Extensões de Cabo Delgado e Niassa e no Instituto Superior de Transportes, Turismo e Comunicações de Nacala-Porto, as aulas são descritas como estando a decorrer normalmente, sem anormalidades que possam pôr em causa a sua continuidade nesta primeira fase.

O Prof. Doutor Geraldo Macalane, director da Extensão de Cabo Delgado, confirmou-nos que nesta primeira fase as aulas estão a decorrer sem sobressaltos, pois ninguém, ainda, foi detectado como estando infectado por este vírus letal.

Segundo o director, dos testes feitos aos estudantes até ao momento só se suspeita de um deles, do curso de Psicologia, que acusou temperaturas altas após medição na única entrada estabelecida e que dá acesso ao pátio do campus.

O referido estudante encontra-se em quarentena na sua residência e, de acordo com     o    Prof. Macalane, não teve qualquer contacto com seus colegas, pelo menos no recinto universitário.

A fonte explicou que as autoridades sanitárias locais disponibilizaram à Extensão fichas para preenchimento diário relatando o curso de testagens feitas na base de termómetros existentes na instituição.

Felizmente, não temos tido casos alarmantes se não a experiência acima relatada, precisou Macalane, o qual se queixou, por outro lado, da teimosia de alguns estudantes que, embora observem de forma rigorosa outras medidas de prevenção, se opõem à compra de viseiras produzidas pela Extensão e vendidas a 35 meticais cada. Apesar disso, estamos num bom caminho, resumiu o diretor da Extensão de Cabo Delgado.

Na Extensão do Niassa, segundo a respectiva directora, Prof. Doutora Alice Freia, um estudante de um dos cursos no período laboral acusou positivo para Covid-19 após realizar testes, mas a instituição tomou todas cautelas para isolá-lo do meio estudantil e submetê-lo ao tratamento médico.

Fora desta situação, as aulas decorrem normalmente, cumprindo-se com as medidas de prevenção estabelecidas, embora se registe, de acordo com a Prof. Freia, ao que descreveu como ligeira dificuldade na observância de distanciamento físico quando os discentes estão fora das salas de aulas.

Nesta primeira fase estão abrangidos 656 estudantes dos cursos laborais e pós-laborais, distribuídos por 26 salas, sendo 16 diurnas e as restantes nocturnas.

Os módulos previamente preparados para esta fase já foram concluídos e os docentes estão a fazer a recapitulação da matéria e avaliações, explicou Alice Freia.

Por seu turno, no Instituto Superior de Transportes, Turismo e Comunicações não se registou, até ao momento, qualquer caso suspeito e/ou sintomas, estando as actividades lectivas e administrativas a decorrer sem sobressaltos.

 

Estão abrangidos nesta fase 91 estudantes dos períodos laboral e pós-laboral, distribuídos pelos cursos de Educação Visual, Informática, Construção Civil e Gestão Ambiental e Desenvolvimento Comunitário (GADEC), segundo o director do Instituto, Prof. Doutor Albino Massimaculo.

A par do processo de ensino, decorrem, igualmente e sem constrangimentos, defesas de trabalhos de final de curso (monografias) e exames de conclusão de curso, observando-se, de forma rigorosa, as medidas de prevenção de contágio pelo Covid-19.

Aliás, nas palavras do Prof. Massimaculo, o Instituto decidiu alocar aos docentes, de forma individual, os apagadores e marcadores de quadro como uma das formas de evitar a infecção por esta mortífera doença.

Secretário de Estado visita a Universidade Rovuma – Extensão de Cabo Delgado

Secretário de Estado visita a Universidade Rovuma – Extensão de Cabo Delgado

Naquilo que constituiu a sua primeira visita à Universidade Rovuma – Extensão de Cabo Delgado, o Secretário de Estado naquela região, Prof. Catedrático Armindo Ngunga, manifestou-se impressionado com o nível de preparação desta unidade orgânica para o reinício das aulas presenciais na próxima semana.

 

Ngunga esteve, recentemente, na Extensão de Cabo Delgado em visita destinada a aferir o nível de preparação da instituição quanto à implementação de medidas de higienização com vista a prevenção de infecções de Covid-19 no decorrer das aulas presenciais e em todas actividades institucionais e fora delas.

Acompanhado pelo Magnífico Reitor da UniRovuma, Prof. Doutor Mário Jorge Brito dos Santos, o Secretário de Estado percorreu as instalações do Campus de Ncoripo, tendo observado todo um trabalho de preparação feito para a retoma das aulas.

A UniRovuma – Extensão de Cabo Delgado instalou, como outras instituições de ensino e públicas, estações de higienização e desinfecção usando-se o álcool em gel produzido pela Universidade.

A UniRovuma tem já instaladas as condições básicas para retomar as aulas presenciais, pois as medidas de prevenção aqui constatadas respondem às recomendações do governo, disse o Secretario de Estado, desafiando a instituição a envidar esforços que garantam maior higienização das casas de banho, tidas como locais de maior risco, como também a limpeza efectiva dos arredores do Campus.

Por outro lado, a directora dos Serviços Provinciais de Assuntos Sociais, Anastácia Lidimba, integrada na comitiva do Secretário de Estado, disse ter apreciado positivamente o que viu, principalmente a forma inovadora como a instituição montou o centro de higienização.

Na sua opinião, o centro de higienização da UniRovuma devia constituir modelo a ser seguido por outras instituições de ensino, incluindo as técnico profissionais da província de Cabo Delgado.

O Magnifico Reitor da UniRovuma manifestou-se satisfeito com as palavras de apreço proferidas na ocasião, garantindo que a instituição que dirige vai colaborar com as instituições públicas e privadas no que diz respeito às boas práticas para o combate de Covid 19, usando o álcool em gel e viseiras aqui produzidos.

O Prof. Brito dos Santos ofereceu ao Secretário de Estado 10 litros de álcool em gel produzido na UniRovuma e das mãos do visitante recebeu 20 baldes para reforçar as medidas de higienização da UniRovuma.

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