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Universidade Rovuma em jornadas científicas

A Universidade Rovuma (UniRovuma) iniciou hoje, nas suas unidades académicas, as jornadas científicas as quais se vão prolongar até o dia 23 do corrente mês, com a apresentação de diferentes temas abordando várias áreas de conhecimento.

O lançamento das jornadas foi feito no Centro Cultural da UniRovuma (CECUR), pelo Prof. Doutor Guedes Caetano, director da Faculdade de Engenharias e Ciências Tecnológicas, em representação do Magnífico reitor, Prof. Doutor Mário Jorge Brito dos Santos.

O Prof. Guedes considerou ser este um momento que vai proporcionar uma reflexão e partilha de conhecimentos entre os estudantes e docentes, que vise discutir ideias inovadoras e que incentivem a comunidade académica a focar-se mais na cientificidade. 

O director da FECT acrescentou que os estudantes já interiorizaram a necessidade e a importância de se realizarem as jornadas científicas, exemplificando com números comparativos entre as últimas realizadas em 2022 e as do ano anterior. Em 2021, foram pouco mais de 1.700 apresentações e, no ano seguinte, – 2022 – acima das 1.900.

Para Guedes Caetano, a subida do número de apresentações de trabalhos científicos é uma clara resposta aos constantes apelos do Ministério de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior sobre a necessidade de as instituições de ensino superior se transformarem em unidades de investigação.

“É na base destes dados números que encorajamos os nossos estudantes a se envolverem mais na pesquisa e a transformem em cultura diária”, precisou o Prof. Guedes Caetano.

Depois da abertura oficial das jornadas científicas, o Prof. Doutor Rosário Sunde apresentou uma comunicação com o tema O Papel da Universidade na Prevenção do Consumo de Substâncias Psicoativas, na qual chama a atenção para as instituições de ensino tomarem a dianteira na luta contra o consumo destas substâncias nocivas à saúde e ao bem-estar social.

Nampula na posição cimeira de casos de consumo de drogas

A província de Nampula tornou-se, nos últimos três anos, como sendo a região onde mais se consome droga e outros estupefacientes, facto que preocupa o governo e outras entidades, os quais apelam para a conjugação de esforços para se estancar este mal que afecta, maioritariamente, adolescentes em idade escolar.
 
O facto foi tornado público na última Quarta-feira, na cidade de Nampula, no decorrer duma mesa redonda organizada, conjuntamente, pela Universidade Rovuma (UniRovuma) e o Gabinete Provincial de Prevenção e Combate à Droga (GPPCD).
 
Falando na abertura do encontro, a Vice-reitora da UniRovuma, Prof. Catedrática Sarifa Fagilde, considerou que o debate em torno da questão de consumo de drogas por parte de jovens é de extrema importância, pois este mal vem apoquentando, com preocupação crescente, a sociedade moçambicana.
 
“O problema do narcotráfico e toxicodependência constitui um dos principais desafios do século, do país e, em particular, da nossa província, tida como um dos principais corredores de passagem de droga para outros cantos”, precisou a Prof. Fagilde.
 
Para a Vice-reitora da UniRovuma, para o combate deste mal, principalmente no seio da juventude, é imperioso o envolvimento de todos, sem excepção, uma vez que o mesmo põe em causa o futuro desta camada populacional.
 
Dados revelados no encontro indicam que em todo o mundo cerca de 300 milhões de pessoas, maioritariamente jovens, consomem drogas ou são delas dependentes, vitimando, anualmente, 265 mil vidas.
 
Por sua vez, a dra. Isabel Sanfins Alberto, directora do GPPCD, manifestou a sua preocupação pelo elevado índice que se verifica nos últimos três anos quanto aos usuários de drogas, considerando “ser tempo para juntos reflectirmos em torno do seu consumo e dos malefícios daí advindos”.
 
“É necessário que empreendamos acções conjuntas que nos tragam soluções para reduzir e/ou acabar com o consumo de estupefacientes nas escolas, em particular, e em toda sociedade, em geral”, exortou Isabel Sanfins.
 
No encontro, foram apresentados testemunhos tristes e desoladores de uma mãe, Emília João, cujo filho é dependente de drogas há alguns anos, e de Damião Silvestre, antigo usuário e agora reabilitado e que se apresenta como conselheiro daqueles que queiram abandonar esta prática nociva à saúde.

Reitor da Universidade Rovuma advoga forte integração entre academia e empresas

O I Fórum Internacional do Capital Natural, Ciências e Empresas (FoCaNCE) iniciou na manhã de hoje, na cidade de Nampula, com o Magnífico reitor da Universidade Rovuma a apelar para uma maior integração entre a academia e empresas, com vista ao aproveitamento sustentável do capital natural de que Moçambique dispõe.
 
Falando na abertura deste fórum, o Prof. Doutor Mário Jorge Brito dos Santos considerou que o encontro vai abrir mais um espaço para a comunicação e para o debate franco de ideias entre os diferentes actores preocupados com a preservação e melhor aproveitamento do capital natural.
 
Para Brito dos Santos, a economia moçambicana está largamente dependente do capital natural disponível para a prática da agricultura, o turismo, a mineração, a produção de energia, entre outros recursos valiosos de que o país dispõe, sendo necessário agregar esforços que levem à sua exploração sustentável.
 
“Um estudo recente indica que o capital natural renovável e o não representa 49 por cento do total da riqueza de que Moçambique dispõe”, explicou Brito dos Santos, salientando que “deste modo, as percentagens estão acima da média dos países da África sub-sahariana, onde se estima que o capital natural represente cerca de 24 por cento do total da riqueza dos países desta região”.
 
Estas cifras, segundo o reitor da UniRovuma, impõem um conjunto de desafios relativos à exploração dos recursos visando a melhoria da vida das pessoas, de forma sustentável e alinhada com os planos de desenvolvimento do país.
 
Para o Prof. dos Santos, é percepção comum que a parceria entre a academia e empresas públicas e privadas “é um caminho bastante acertado” para atingir tal objectivo, que contribua para o desenvolvimento de Moçambique e a sua competitividade a nível internacional, assente numa economia verde, com vista a consolidação das pesquisas e na melhoria dos ecossistemas de inovação.
 
“Queremos que este encontro de académicos, agentes económicos, sociais e políticos crie oportunidades para o desenvolvimento de pesquisas e demais iniciativas comuns de cooperação focadas na promoção de boas práticas, no uso e preservação de recursos naturais, tendo em consideração os objectivos de desenvolvimento sustentável”, continuou o reitor da UniRovuma.
 
Este Fórum Internacional é organizado pela Faculdade de Geociências da Universidade Rovuma e decorre sob o lema "Promovendo a Intersectorialidade e a Participação Activa da Academia e Empresas para o Desenvolvimento Sustentável".
 
A abertura do encontro foi honrada pela presença do governador de Nampula, Manuel Rodrigues, o qual considerou que a UniRovuma tem contribuído bastante para o desenvolvimento da região, tornando-se num verdadeiro laboratório e centro de difusão de conhecimentos orientados para a solução de problemas locais, em particular, e do país, em geral.

1° Fórum de Parceria Público Privada Agrária UniRovuma 2023

Assim que foi o 1° Fórum de Parceria Público Privada Agrária UniRovuma 2023 com objectivo de desenvolvimento de um Centro de mecanização agrícola para investigação, treinamento, uso e manutenção junto com as empresas Tecap, SA., Nutagri Insumos Agricolas @emaq Proma Seed Lda, Universidade Rovuma, AJAP Associação dos Jovens Agricultores de Portugal

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A UNIVERSIDADE ROVUMA FORMA MESTRADOS E DOUTORADOS NO MALAWI

A Universidade Rovuma (UniRovuma) vai enviar para o Malawi oito docentes seus para se formarem em mestrado e doutoramento em diversas áreas do saber na University of Malawi (UNIMA), segundo deu a conhecer hoje, em Lichinga, a capital provincial do Niassa, o Magnífico reitor, Prof. Doutor Mário Jorge Brito dos Santos.
 
Esta decisão foi tomada no encontro entre o Prof. Brito dos Santos o seu homólogo da University of Malawi, Prof. Doutor Samson Sadiju, que esta semana esteve na UniRovuma-Extensão do Niassa, onde os dois assinaram um Memorando de Entendimento (MdE), no qual vem, entre outros aspectos, plasmado esta pretensão.
 
“Acarinhamos a ideia do Malawi em nos ajudar a formar os nossos quadros a estes níveis, pois a nossa Universidade precisa de mais pessoas formadas com vista a responder às exigências do momento”, sublinhou Brito dos Santos.
 
Segundo o reitor da UniRovuma, a instituição vai lançar, na próxima semana, um concurso interno para a selecção dos professores que vão ser formados no Malawi, tendo Brito dos Santos apelado para aproveitarem “esta oportunidade que os nossos vizinhos estão a conceder-nos”.
 
Ele continuou sublinhando que “vamos fazer crescer a nossa Universidade formando os nossos docentes em diversas áreas de especialização e a nossa intenção é a de incentivá-los mais e achamos que a UNIMA corresponde àquilo que são os nossos anseios em formação”.
 
Do número avançado pelo Prof. Brito dos Santos, seis vão fazer o doutoramento e dois o nível de mestrado. As áreas visadas por estas bolsas de estudo são quatro, nomeadamente, Ciências Alimentares, Ciências Biológicas, Ciências da Terra e a Química Analítica.
 
No próximo ano, especificamente em janeiro, um outro grupo poderá beneficiar de bolsa para estudar neste país vizinho, no quadro do plano de formação superior que a Universidade Rovuma está a implementar.
 
Na mesma reunião com os docentes do Campus Universitário de Nángala, o Prof. Brito dos Santos destacou que a UniRovuma vai criar uma comissão para elaborar o currículo de doutoramento em História de África Contemporânea, a qual será coordenada pelo Prof. Doutor Carlos Mussa, afecto à Universidade Pedagógica de Maputo.

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